Suplente nega envolvimento na morte de deputado
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2003
Agência Folha 
Rio - O suplente do deputado estadual eleito Valdeci Paiva de Jesus (PSL), assassinado na semana passada, no Rio, com 19 tiros, negou qualquer envolvimento no crime. Vereador em Rio Bonito (a 74 km do Rio), Marcos Abrahão disse que, no dia do assassinato, estava em Itaipu (a 14 km do Rio).
Abrahão confirmou que já foi condenado pela Justiça por porte ilegal de arma, no ano 2000. Na ocasião, foi obrigado a doar cestas básicas.
Abrahão depôs na sede da Polícia Civil. Afirmou que seu sonho político não é conquistar uma vaga na Assembléia Legislativa do Rio, e sim se tornar prefeito de sua cidade.
O deputado federal Bispo Rodrigues (PL) havia declarado em seu depoimento que o suplente estava pressionando Paiva, para assumir uma vaga na Assembléia. Na atual legislatura, que se encerra no sábado, Paiva era deputado federal e, pastor da Igreja Universal, fazia parte da bancada evangélica na Câmara.
O delegado Luiz Alberto de Oliveira, titular da Delegacia de Homicídio, ouvirá hoje o depoimento da viúva, Esmeralda de Mendonça Paiva.


