Suplente de Pascoal começa ofensiva para garantir posse
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Diana Fernandes 
Brasília, 22 (AE) - O vereador José Aleksandro da Silva (PFL-AC), primeiro suplente do deputado cassado Hidelbrando Pascoal (sem partido-AC), iniciou hoje uma ofensiva para garantir a posse e esvaziar esforços do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que avisou estar buscando uma solução regimental com o objetivo de evitar que ele assuma a vaga na Câmara. Enquanto o plenário se preparava para votar a cassação de Pascoal, ele enviou aos colegas parlamentares dossiê em que denuncia estar sendo vítima de perseguição política liderada pelo governador do Acre, Jorge Viana (PT), de quem é adversário declarado.
No documento, Aleksandro tenta rebater as acusações de desvio de verbas e participação no grupo comandado por Pascoal - apontado como líder de um esquadrão da morte e envolvido com narcotráfico - atribui a perseguição política ao fato de ter denunciado suposto desvio de recursos públicos por servidores do governo acreano ligados ao PT e suposta campanha de desmoralização dos Poderes Judiciário e Legislativo do Estado, que teria sido comandada pelo governador. O documento é acompanhado de certidões negativas emitidas pela Justiça, atestando não haver nada contra o vereador.
Ao dossiê enviado aos parlamentares, foi anexada cópia de uma carta mandada ao presidente Fernando Henrique Cardoso, em agosto, assinada pelos presidentes nacionais do PMDB, senador Jáder Barbalho (PA); do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC); e o membro da Executiva Nacional do PPB, deputado Pedro Corrêa (PE), denunciando "problemas de ordem política, social e administrativa local" no Acre. Segundo o documento, o Estado enfrenta "um quadro marcado pelo autoritarismo, denuncismo, perseguições, manipulação da verdade, injúrias, censura e violência política".


