Suplente de Calheiros defende saída do PMDB do governo
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domingo, 13 de junho de 1999
Por Ricardo Rodrigues 
Maceió, 14 (AE) - O senador Djalma Falcão, presidente do diretório regional do PMDB de Alagoas, e suplente no Senado do ministro da Justiça, Renan Calheiros, disse hoje que seu partido já devia ter rompido com o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e se unido à oposição. "O PMDB não é governo, ele está no governo, porque os ministérios e uma secretaria nacional que ocupa estão esvaziados política e financeira", afirmou Falcão, que ficou "profundamente magoado" com o episódio envolvendo o ministro da Justiça. Para ele, Calheiros deve entregar o cargo e não minimizar o desgaste sofrido com a indicação do novo diretor geral da Polícia Federal, João Batista Campelo.
Falcão não acredita em reconciliação, apesar de o presidente Fernando Henrique Cardoso já ter dito que acredita em Calheiros e tem por ele o melhor apreço. Para Falcão, o PMDB deve prestar solidariedade ao ministro caso ele fique ou saia. "Caso o Renan saia do governo, acredito que o PMDB não irá indicar nenhum nome para substituí-lo no Ministério", afirmou. "O que pode acontecer é o governo pinçar um nome do PMDB para a vaga de Renan, mas o companheiro que aceitar esse convite vai rachar o partido e será taxado como traidor", completou o senador.
Na sua opinião, a crise entre o governo e PMDB é irreversível. "Essa crise se arrasta desde a eleição presidencial, quando o partido se dividiu entre o apoio a FHC e uma candidatura própria", afirmou Falcão. "O governo está fragilizado, está sendo alvo de muitas críticas, muitas denúncias. E a saída do PMDB do governo significa um fortalecimento extraordinário da oposição", analisou Falcão. "Se já está sendo difícil para o presidente FHC governar com a maioria que dispõe no Congresso, imagine se ele perder a base de apoio do partido na Câmara e os 26 senadores do PMDB no Senado?", questionou.


