Supermercados prevêem atrasos, mas não falta de produtos
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domingo, 25 de julho de 1999
Por Denise Neumann 
São Paulo, 26 (AE) - A paralisação dos caminhoneiros preocupa o setor de supermercados, segundo Omar Assaf, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Apesar da preocupação, o risco de abastecimento de alimentos não existe no curto prazo, garantiu Assaf. "Podemos enfrentar algum atraso, mas não vejo riscos de falta de produtos", ponderou.
A paralisação, explicou, afeta principalmente o transporte de alimentos semi-elaborados (cereais em geral). Os itens industrializados são menos atingidos porque os fabricantes possuem contratos com empresas de transporte e essas não estão aderindo ao movimento, explicou o presidente da Apas.
"A paralisação atinge os transportadores autônomos, mas para que essa greve afete o abastecimento de alimentos ela precisaria se prolongar por muitos dias", ponderou Assaf, lembrando que os supermercados possuem estoques para repor suas prateleiras em situações normais.
De acordo com Assaf, as exportações podem ser afetadas, porque a paralisação atinge principalmente os caminhoneiros que operam no transporte de produtos agrícolas, muitos deles dedicados ao mercado exterior, como a soja.


