FORTALEZA - Dez bebês morreram nos últimos 25 dias no Centro de Neonatologia do Hospital Geral de Fortaleza, em consequência da superlotação, e ‘‘novas mortes seguramente vão acontecer se o governo do Ceará não adotar providências urgentes’’, alertou ontem a chefe da unidade, Tereza Lucia Maia. ‘‘Estamos sem as mínimas condições para atender as pacientes que chegam aqui quase a todo instante para dar à luz.’’ Ela teme que se repita o problema da Maternidade-Escola Assis Chateubriand, onde em menos de um mês foram registrados 66 óbitos, em novembro.
No setor de Obstetrícia também faltam médicos, medicamentos, equipamentos, pessoal e até material de higiene e limpeza, disse a médica. ‘‘Estamos com mães no pré-parto deitadas em colchões espalhados pelo chão’’, disse. As salas de médio risco e de prematuros, com capacidade de cinco leitos cada uma, abrigam de oito a dez bebês respectivamente.

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