Superlotação aumenta tempo de espera em hospital
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Londrina - Por conta da superlotação, a espera por atendimento no Hospital da Zona Sul passou de seis horas na tarde de ontem. Outro reflexo foi a utilização de macas do Samu e do Siate para ''internar'' pacientes nos corredores. De acordo com a 17 Regional de Saúde, o aumento da procura pelos serviços dos hospitais secundários é consequência do aumento da incidência de doenças típicas do outono.
A cadeirante Expedita Alves de Pontes, de 68 anos, esperou das 9 às 15h15, mas desistiu e foi embora sem ser examinada por um médico. De acordo com o filho dela, o servidor público Rudisney Alves de Pontes, a mãe dele não poderia ficar tanto tempo na sala de espera porque é colostomizada e já sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). ''Ela está há dez dias com muito catarro e com um chiado no peito e estou com medo que seja uma pneumonia'', declarou.
Segundo a supervisora do pronto-socorro, Sílvia Fecchin, os 30 leitos do pronto-socorro, as quatro salas de emergência, as seis macas do hospital e as seis do Samu e do Siate estavam ocupadas. Ela alega que a paciente Expedita Pontes foi embora quando era a próxima da fila.
A chefe da 17 Regional de Saúde, Djamedes Garrido, explicou que nesta época do ano é comum aumentar a procura por hospitais devido, principalmente, a doenças do aparelho respiratório. Ela não soube precisar o quanto a procura aumentou nem a taxa de ocupação registrada ontem, mas apontou que os hospitais das zonas Norte e Sul são os que mais sofrem com o problema da superlotação. No Hospital da Zona Norte também houve superlotação, mas funcionários garantiram que em nenhum momento o atendimento foi interrompido.


