Emerson Cervi
De Curitiba
A partir da próxima semana, todos os superintendentes regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) terão de cumprir metas determinadas pela direção central do órgão. Haverá uma análise bimestral do cumprimento destas determinações e os que ficarem abaixo do rendimento esperado serão exonerados. Além disso, as futuras nomeações serão baseadas na indicação de três funcionários de carreira do órgão. Se o indicado não trabalhar no Incra, terá que comprovar experiência técnica.
As exigências estão previstas no decreto presidencial 3.135/99, de 10 de agosto, publicado quinta-feira no Diário Oficial da União. ‘‘Essa decisão do presidente atende a uma antiga reivindicação nossa, que é de acabar com interferências políticas na direção das superintendências do Incra’’, disse ontem o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile.
O decreto regulamentando as nomeações foi apresentado aos líderes do MST pelo ministro Raul Jungmann, em Curitiba. A meta estabelecida para o atual superintendente do Incra no Paraná, José Carlos de Araujo Vieira, é concluir até 31 de agosto os processos para desapropriação de 20 fazendas no Estado.

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