São Paulo, 10 (AE) - A Polícia Civil indiciou por prevaricação (deixar de cumprir função pública) o superintendente do Instituto de Previdência Municipal (Iprem), Bertoldo Salum. O órgão, segundo promotores que apuram irregularidades na administração pública, é um dos redutos municipais de funcionários "fantasmas". A reportagem não localizou Salum para que ele comentasse a notícia. Ele negou, em depoimentos na polícia, conhecimento de qualquer irregularidade.
O promotor José Carlos Blat, do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), explicou que o indiciamento ocorreu por haver provas concretas de que Salum sabia dos "fantasmas" e não tomou providências. No dia 5 de maio, promotores apreenderam, durante blitz, fichas de presença, assinadas até o dia 15 daquele mês. Dos 12 servidores procurados naquele dia, apenas 4 estavam no local.
Um dos ausentes era o filho do ex-deputado federal Roberto Campos (PPB-RJ), Luiz Fernando Campos, contratado pela Companhia de Processamento de Dados do Município de São Paulo (Prodam) como assessor-técnico por R$ 6 mil e lotado no Iprem. Na sua gaveta, havia uma ficha de ponto assinada. Ele foi indiciado em maio por falsidade ideológica. Blat informou também que funcionários do instituto confessaram que não compareciam ao trabalho por orientação do superintendente. (Gabriela Carelli)

mockup