Superintendente do Ibama no Pará denuncia ameaças de morte
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de dezembro de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 08 (AE) - O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará, Paulo Castelo Branco, denunciou hoje que ele e sua família estão sendo ameaçados de morte. As ameaças são feitas em telefonemas anônimos para sua residência, em Belém. "Ligaram para casa dizendo para eu me preocupar mais comigo e minhas filhas do quecom madeira."
Há 15 dias Castelo Branco está sendo acompanhado por seguranças. Ele era presidente do Partido Verde no Pará e diz que sua política no Ibama será o combate sem trégua à devastação
queimadas e extração ilegal de madeira. Castelo Branco acredita que as ameaças partem de pessoas descontentes com o trabalhono órgão.
Ontem (07), em parceria com ambientalistas do movimento Greenpeace, fiscais do Ibama aprenderam vários caminhões que transportavam ilegalmente grande quantidade de madeira de uma área de 17 mil hectares em Tomé-Açu, no leste do Estado. A carga era para a madeireira japonesa Eidai do Brasil, uma das maiores da Amazônia. A empresa foi multada em R$ 4 mil e chegou a impedir a entrada dos fiscais em suas instalações, na periferia de Belém. O superintendente chamou a Polícia Federal para garantir o flagrante e a apreensão da madeira.
O diretor da Eidai, Tsuguo Koyama, disse que a empresa não cometeu nenhuma irregularidade, porque estava "coberta por notas fiscais da compra da madeira". E anunciou que vai recorrer contra a multa.


