Brasília, 28 (AE) - O titular da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Aloísio Sotero, confirmou há pouco que permanecerá no cargo, a pedido do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, enquanto prossegue o inquérito civil aberto pelo Ministério Público (MP) sobre denúncias de omissão na fiscalização de incentivos federais distribuídos a usineiros do Nordeste. Segundo Sotero, na conversa que teve hoje de manhã com o ministro - durante a qual, colocou o cargo à disposição - ficou acertado o prosseguimento do programa de modernização da Sudene e que esta continuará operando o Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). Apesar do inquérito, Bezerra disse a Sotero, de acordo com o relato do superintendente, que tem acompanhado o trabalho dele e quer que ele permaneça no cargo. O orçamento do Finor para este ano, segundo Sotero, é de R$ 500 milhões. Sotero defendeu também a superintendência contra as frequentes acusações de má administração das verbas federais. Ele disse que, nos 40 anos de existência do Finor, foram liberados R$ 15,5 bilhões de incentivos à instalação de empresas no Nordeste e que, em todo esse tempo, apenas 2,5% do total foram desviados. Segundo Sotero
a Sudene está com ações na Justiça tentando recuperar esse dinheiro desviado. Sobre as denúncias, Sotero afirmou que existe "muito preconceito". O superintendente da Sudene concluiu, informando que, de acordo com a conversa hoje com Bezerra, ficará no cargo também para dar prosseguimento ao processo de transformação do órgão em agência de desenvolvimento.

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