São Paulo - O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Guilherme Braga, informa que a receita cambial de US$ 3,289 bilhões com o produto em 2006 é recorde de todos os tempos. ‘‘É o melhor resultado desde que se faz levantamento sobre a exportação do produto no País, há cerca de 280 anos’’, garante Braga. Segundo ele, 2007 deve ser ainda melhor, mantidas as projeções para o setor. O Cecafé estima que a receita este ano pode alcançar US$ 3,33 bilhões.
  Braga comenta, ainda, que a redução na oferta global deve manter os preços em elevação, ‘‘mas não há nada que indique uma explosão das cotações’’. Ele acrescenta que os exportadores não têm levantamento sobre os estoques do produto. ‘‘Como há muitos agentes no mercado de café, qualquer estimativa sobre os estoques torna-se bastante questionável’’, informa. ‘‘O que se nota, porém, é que esses estoques estão sendo consumidos no mundo, por causa da redução da oferta, principalmente do Brasil, maior produtor e exportador do mundo’’.
  O preço médio de exportação da saca de café apresentou aumento de cerca de 8% em 2006, para US$ 120,49 a saca, ante US$ 111,41 em 2005. O Cecafé trabalha com expectativa de aumento médio de 15% para o preço da saca de café arábica em 2007 e de crescimento de 12% no valor da saca de robusta.
  Além de dobrar o faturamento obtido com os embarques de produtos agrícolas nos últimos cinco anos, os exportadores brasileiros conseguiram um outro feito: diversificar o destino dos carregamentos, estratégia que é classificada como fundamental para evitar percalços no comércio exterior. Análise feita por Matheus Zanella, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nos dados da balança comercial do agronegócio no período de 2000 a 2006, mostra que as exportações do campo para os novos mercados cresceram a taxas mais elevadas do que as vendas para os compradores tradicionais. (A.E.)

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