Brasília, 21 (AE)- O setor público fechou o ano passado com superávit nas contas primárias de R$ 31,098 bilhões. O valor - divulgado hoje pelo Departamento Econômico do Banco Central (Depec) -superou em R$ 913 milhões a meta de superávit de R$ 30 185 bilhões acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para o ano passado.
O resultado em relação ao PIB ficou em 3,13%, o que também está dentro da meta acertada com o FMI, de 3,1%. Para o resultado do ano passado, o Governo Central deu uma contribuição com superávit de R$ 31,881 bilhões e os governos regionais contribuíram com superávit de R$ 2,376 bilhões. O INSS, em contrapartida, teve déficit primário, no ano passado, de R$ 10 011 bilhões.
O déficit nominal do setor público em 1999, levando-se em consideração a desvalorização cambial, foi de R$ 96,151 bilhões. O resultado equivalia a 10,01% do PIB. O governo central teve no ano passado um déficit nominal de R$ 62,349 bilhões, enquanto que os governos regionais tiveram déficit de R$ 33,713 bilhões. As empresas estatais federais, em contrapartida, tiveram superávit nominal de R$ 3,771 bilhões em 1999.
Desconsiderando-se a desvalorização cambial, o déficit nominal do ano passado ficou em R$ 56,278 bilhões, resultado inferior ao verificado em 1998, quando o déficit foi de R$ 68 229 bilhões. Em relação ao PIB, o déficit ficou em 5,57% no ano passado. O governo central teve, no ano passado, déficit nominal de R$ 22,565 bilhões e, os governos regionais, de R$ 33,713 bilhões.
Dívida líquida - A dívida líquida do setor público fechou o ano passado em R$ 516,572 bilhões. O valor equivalia a 46,95% do PIB. Em valores absolutos, a dívida líquida do setor público ficou acima da meta indicativa acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que era de R$ 513,519 bilhões. Na relação com o PIB, o resultado ficou abaixo da meta acertada com o FMI que era de fechar o ano com a dívida líquida em 51% do PIB.
As despesas com juros nominais em 1999, levando-se em consideração a desvalorização cambial, ficaram em R$ 127,249 bilhões. O valor equivalia a 13,14% do PIB. Sem levar em conta a variação cambial em 1999, os gastos com juros nominais foram de R$ 87,376 bilhões. O número equivalia a 8,70% do PIB. No mês de dezembro, as despesas com juros nominais sem levar em conta a desvalorização do câmbio foi de R$ 8,694 bilhões e, com câmbio, R$ 1,213 bilhão.

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