Brasília, 21 (AE)- O Governo Central (composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) obteve, no mês de junho, um superávit primário de R$ 3,581 bilhões, segundo os dados divulgados hoje pela Secretaria do Tesouro Nacional. No mesmo mês do ano passado, houve déficit de R$ 1,877 bilhão. Em todo o primeiro semestre deste ano, o superávit atingiu R$ 12,274 bilhões, comparado a R$ 1,875 bilhão no mesmo período do ano passado. Este superávit do Governo Central corresponde a 2,6% do PIB, comparado com 0,4% do mesmo período de 1998. O governo federal (exclui Banco Central) obteve, em junho, superávit de R$ 3,6 bilhões (houve déficit de R$ 1,827 bilhão em junho de 1998) e, no semestre, de R$ 12,574 bilhões.
No primeiro semestre do ano passado, o superávit foi de R$ 2,195 bilhões. Este resultado do governo federal em junho foi formado por um superávit de R$ 3,923 bilhões no Tesouro Nacional e por um déficit de R$ 322,5 milhões na Previdência Social. Em junho de 1998, houve déficits de R$ 1,461 bilhão no Tesouro e de R$ 365,8 milhões na Previdência. No período de janeiro a junho deste ano, o superávit do governo federal foi composto por superávit de R$ 16,241 bi no Tesouro e por um déficit de R$ 3 667 bi na Previdência.
No mesmo período do ano passado, o Tesouro teve superávit de R$ 3,986 bi e a Previdência, um déficit de R$ 1,791 bilhão. O Banco Central - que, juntamente com o Tesouro e a Previdência, forma o resultado do Governo Central - teve um déficit de R$ 19,6 milhões em junho e de R$ 300 milhões no
primeiro semestre. No ano passado, esses déficits foram, respectivamente, de R$ 50,2 milhões e de R$ 319,5 milhões.
Segundo o relatório da Secretaria do Tesouro Nacional, a receita total do Governo Central em junho atingiu R$ 17 870 bilhões, sendo R$ 13,861 bilhões do Tesouro e R$ 4,109 bilhões da Previdência. As receitas do governo central em junho de 99 ficaram 12,9% acima de junho de 98 e as despesas subiram 1,2% no mesmo período. Os benefícios previdenciários subiram 10,3% e as transferências cresceram 17,1%. As despesas com pessoal caíram 4,1% e as de custeio foram reduzidas em 12 5%. A receita do Tesouro totalizou em junho R$ 13,861 bilhões, superando em R$ 5 bilhões a arrecadação do mesmo mês de 98. Esse crescimento deveu-se à antecipação de recursos da venda da Telebrás e ao aumento de R$ 2,1 bilhões nas receitas administradas líquidas. A receita total foi de R$ 99, 902 bilhões no primeiro semestre do ano, sendo R$ 77,509 bilhões do Tesouro e R$ 22,392 bilhões da Previdência. O relatório observa que, embora no primeiro semestre deste ano não tenha havido recolhimento da CPMF na maior parte do período, as receitas administradas líquidas cresceram 12% sobre o primeiro semestre de 1998, principalmente devido às medidas compensatórias adotadas no programa do ajuste fiscal (mudança na tributação de Cofins e IOF, tributação do sistema financeiro), crescimento do recolhimento de imposto de renda
sobre remessas ao exterior (que cresceram) e ingresso de R$ 2 2 bilhões recorrente da desistência de ações judiciais. A apropriação dos depósitos judiciais também renderam ao Tesouro R$ 877,7 milhões no semestre. O relatório aponta ainda que nas outras receitas, que cresceram R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre, dos quais R$ 2,1 bilhões são referentes a concessões, houve recolhimento de R$ 4,7 bilhões de antecipação de recursos da Telebrás, além de pagamentos pela banda B da telefonia celular.

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