Super ciclone mostra o despreparo da Índia para lidar com desastres
Baleshwar, Índia, 2 (AE-AP) - Indianos esfomeados e desabrigados, sobreviventes de um dos piores ciclones que atingiram a Índia, beberam água suja e amontoaram-se diante das toneladas de comida e suprimentos de emergência descarregadas por helicópteros do Exército nesta terça-feira.
Oficiais do exército preocupam-se agora com o crime e com o aumento do número de mortos.
Com metade da população do estado de Orissa, 20 milhões de pessoas, afetadas pelo ciclone e pelas inundações, "o maior desafio agora é lidar com a escalada de crime e vandalismo", disse o ministro das Finanças Jagannath Patnaik.
As autoridades acreditam que milhares de pessoas podem ter morrido durante a passagem do ciclone, que varreu a costa nordeste do país na última sexta-feira, com ventos de 260 km/h e provocou ondas de 10 metros de altura. Vilarejos inteiros na baía de Bengala sumiram do mapa e a maior parte dos 140 quilômetros da costa continua inacessível.
Até agora o governo confirmou a morte de 250 pessoas, mas a maior parte das agências de notícias acredita que o número de mortos pode chegar a 5.000.
Um repórter da Star News Television, que esteve na quase submersa cidade de Paradwip, disse que 400 corpos foram cremados no local nos últimos dois dias.
"É a pior enchente dos últimos 100 anos", disse Asim Kumar Vaishnav, governador do distrito de Baleswar. Vaishnav reconhece que o governo não tem suprimentos, planejamento ou equipamento para ajudar os sobreviventes.
A Força Aérea descarregou mais de quatro toneladas de alimentos e o Exército forneceu água potável para mais de 7000 pessoas na área de Baleshwar, segundo informou a United News.





