Tóquio, 21 (AE-DOW JONES) - Em seu encontro com o primeiro-ministro do Japão, Keizo Obuchi, um dia antes do início da reunião do G-7, - que irá reunir amanhã (22) em Tóquio os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos sete países mais industrializados do mundo -, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Lawrence Summers, defendeu um ritmo de crescimento maior para o Japão.
A segunda maior economia do mundo é a principal preocupação para a estabilidade econômica global, já que não se vislumbra solução para recuperar a demanda interna e há indícios de deflação no país.
Summers elogiou a administração de Obuchi pela sua maneira de conduzir a economia japonesa, mas disse que a meta de crescimento de 1% anunciada por Tóquio pode não ser suficiente em um mundo no qual a economia dos EUA tem crescido a um ritmo de 4% ao ano nos três últimos anos.
Para Summers, o Japão e a Europa têm de crescer de uma forma mais vigorosa para se atingir um equilíbrio global; e não apenas se manterem em níveis positivos. O secretário sugeriu aos dirigentes japoneses que continuem efetuando esforços no sentido de desregulamentar a economia do país, especialmente na área de telecomunicações, para atrair investimentos estrangeiros e estimular o crescimento.
Na saída do encontro, Summers disse que assuntos relacionados especificamente ao iene não foram abordados em sua reunião com o premier japonês.
Na semana passada, em um pronunciamento em Washington, o secretário alertou que a complacência poderia fazer com que o crescimento das economias japonesa e européia sigam dentro das taxas cíclicas do passado, em vez de gerar níveis de crescimento "potencialmente" mais elevados.
"Nós (do G-7) acreditamos que a retomada do crescimento, a reestruturação do sistema f inanceiro e o aumento de confiança são conquistas significativas", declarou Summers. "Por esse motivo, acredito que aumentar o nível de crescimento, com base na demanda doméstica, é uma prioridade da política, que deve ocorrer com medidas macroeconômicas de suporte e uso de diretrizes estruturais para aumentar o potencial de crescimento", completou.
Além da preocupação com a evolução da economia japonesa, outros três temas ainda sem solução estão na pauta da reunião do grupo: a condução da dívida externa dos países mais pobres, o controle dos grandes capitais especulativos e a renovação das instituições financeiras globais.
O mais veterano dos banqueiros que se encontrarão hoje, Masaru Hayami, o presidente do Banco Central japonês, tem a missão de esclarecer a seus colegas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Itália, Alemanha e França, além do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Willem Duisemberg, a política monetária de juros baixos que vem mantendo para tentar aquecer a consumo.

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