Sula Miranda é contra a greve dos caminhoneiros
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Marisa Torres 
São Paulo, 28 (AE) - De cor-de-rosa, a preferida dela, a greve não tem nada, na opinião da Rainha dos Caminhoneiros, a cantora Sula Miranda. Contrária à greve como forma de reivindicação, Sula põe-se à disposição para repetir a empreitada de visitar o presidente Fernando Henrique Cardoso, como fez em junho de 1995, quando pediu obras de reparo nas Rodovias BRs-116 e 101, no Sul do País. "Se eles quiserem, podem usar-me para ir até o governo", diz Sula. "Sou contra esse tipo de manifestação, de quebradeira, de greve", arremata.
Sula diz que os organizadores deveriam pensar num outro tipo de movimento, nem que isso implicasse fazer vigília na frente do Planalto. A greve, que pode paralisar parte do País, segundo ela, não é a melhor solução. "Eles não percebem que amanhã vai faltar comida na casa deles", alerta a cantora que, no sábado (24), antevéspera da greve, fez um show para a categoria, na Festa do Caminhoneiro, em Paulínia, para 10 mil pessoas.
Enquanto a greve prospera, Sula prepara o repertório para um novo disco, a ser lançado em 1998, e faz projetos de decoração. Em breve, talvez, ela tenha uma tarefa a mais: criar um ambiente de intermediação entre a categoria e Fernando Henrique. "Não se pode prejudicar a sociedade dessa maneira", justifica a rainha.
Na primeira visita ao Palácio do Planalto, entretanto, quando questionada se havia sido convidada pelo presidente a voltar a Brasília, respondeu: "Infelizmente, não."


