Curitiba - Os secretários de Saúde do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul decidiram pedir ao Ministério da Sa© úde (MS) para que recebam tratamento diferenciado no possível enfrentamento de uma segunda onda da gripe A (H1N1), em 2010. Durante a reunião do Codesul, ontem em Esteio (RS), eles fizeram uma avaliação da evolução da nova gripe em seus estados e definiram ações conjuntas no combate à doença.
Os secretários Gilberto Martin (PR), Osmar Terra (RS) e Luiz Eduardo Cherem (SC) disseram que vão solicitar ao MS ao menos o dobro da cobertura vacinal dos demais estados. Eles também estudam a possibilidade de ampliar investimentos em biotecnologia, para diminuir a dependência dos grandes laboratórios.
Cherem anunciou que será estudado o perfil epidemiológico da doença para estabelecer um critério de cobertura vacinal. Outro compromisso firmado entre os secretários foi a realização de uma oficina com os profissionais de saúde, para unificar as ações de manejo clínico dos pacientes e realização de exames.
Apesar dos sinais de que a gripe A já estaria estabilizada no Paraná, o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) e o Ministério Público Estadual (MP-PR) prorrogaram a recomendação de dispensa das gestantes de seus locais de trabalho. O afastamento, que terminaria hoje, vai até o dia 13 de setembro. A decisão tem base em orientações do Comitê de Prevenção e Controle da nova gripe em Curitiba.
Por ser uma notificação recomendatória do MPT-PR, as empresas que descumprirem estão sujeitas a sofrer processo judicial, multas e penalidades. Cerca de 50 empresas de Curitiba, região metropolitana e Litoral já foram denunciadas e convocadas em audiência pública para prestar esclarecimentos. Qualquer pessoa pode denunciar um empregador que não esteja de acordo com a recomendação.
Desde o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná registrou sete novas mortes por complicações da gripe A (H1N1). São 209 óbitos ao todo e 6.511 casos da doença já foram confirmados em laboratório. O número de grávidas com a nova gripe chegou a 337 e, ao menos, 14 foram a óbito em decorrência da doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Paraná é o estado com a maior taxa de mortalidade no país, de 1,74 a cada 100 mil habitantes.
A última morte foi registrada no dia 2 de setembro. Desde o dia 27 de agosto o número de óbitos por dia tem se mantido abaixo de quatro. No pico da epidemia, dias 5 e 10 de agosto, 12 pessoas morreram no Estado. Entre as vítimas fatais, 55% eram mulheres e 45% homens. A faixa etária mais atingida é entre 20 e 49 anos (63,2%).

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