Sul-coreanos apostam na medicina regenerativa
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sexta-feira, 10 de junho de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Em breve, teremos mundialmente uma medicina regenerativa na qual as pessoas serão capazes de fazer seus próprios transplantes. É o que pensam os pesquisadores sul-coreanos Hwang Woo Suk e Seung Keun Kang, que realizaram a primeira clonagem de embriões humanos para pesquisa de células-tronco. Eles foram convidados para o 17º Congresso Brasileiro de Genética Clínica, em Curitiba.
''Vai chegar um momento que não precisará ter fila para transplante em nenhum lugar do mundo. Quem precisa de cirurgia imediata de rim poderá tirar uma célula-tronco da perna ou do pâncreas e terá a quantidade necessária para manter aquele órgão funcionando normalmente'', aposta Woo Suk.
Os pesquisadores disseram ainda não saber quando as clonagens embrionárias trarão resultados significativos para a cura de doenças. Na opinião dos pesquisadores, este tipo de clonagem deve ser considerada crime. ''Não tem como fazer a clonagem reprodutiva. Isso seria anti-ético, perigoso e impossível. Os homens só devem nascer de suas próprias mães para termos segurança de que eles serão os melhores possíveis. A lei coreana é clara: a clonagem humana é crime. Nossa intenção é avançar apenas na clonagem terapêutica'', pontuou Woo Suk.
Para os sul-coreanos, o desenvolvimento da ciência é uma das armas principais para garantir a soberania de um País e a transformação de pequenas nações em potências. Para Woo Suk, a clonagem terapêutica traz progresso e desenvolvimento político. Por conta disso, a Coréia do Sul resolveu investir em pesquisa. O governo coreano tem apostado na ciência para o crescimento econômico nacional e para a solução de doenças graves, como as coronárias.
O presidente do congresso e geneticista Salmo Raskin, destacou que a presença dos especialistas foi fundamental para que os cientistas brasileiros (especialmente os paranaenses) tivessem uma ampla idéia da importância das células-tronco para o desenvolvimento humano e para a cura de doenças ainda incuráveis ou de difícil cura. ''Estávamos no congresso com mais de 2 mil pessoas. Os pesquisadores coreanos se colocaram à nossa disposição para colaboração científica. Temos muito o que aprender sobre a pesquisa com embriões'', declarou Raskin.


