Os representantes da Unesco e de órgãos governamentais dos países sul-americanos, reunidos em Foz do Iguaçu, querem desenvolver um plano base para serem seguidos pelos mantenedores dos sítios naturais da ONU. Para os 50 participantes do Primeiro Workshop sobre Gestão Integrada de Sítios do Patrimônio Mundial Natural no Brasil e América do Sul, o Parque Nacional do Iguaçu poderá servir como modelo.
O secretário da Biodiversidade e Floresta do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro Oliveira Costa, disse que a reserva de 185 mil hectares, área que abrange Brasil e Argentina, encabeça a lista dos três patrimônios naturais brasileiros, que inclui a Floresta Atlântica (região sudeste) e a Costa do Descobrimento (nordeste do País). Um bom desempenho no gerenciamento do Parque do Iguaçu pode ajudar na inclusão dos parques do Jaú e do Pantanal na lista da Unesco (prevista para dezembro deste ano, durante reunião da entidade na Austrália) e também garantir a vaga de outros três parques em 2001.
‘‘Já apresentamos propostas para incluir Fernando de Noronha, a Serra do Divisor no Acre e a Chapada dos Viadeiros em Goiás’’, comentou Costa. Ele destacou ainda que recursos poderão ser liberados com maior facilidade. ‘‘Já estamos aguardando US$ 5 milhões da Universidade das Nações Unidas. Esse dinheiro será injetado em pesquisas e projetos ligados à infra-estrutura.’’
Segundo a coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, Briane Bicca, para buscar recursos e garantir a conservação dos sítios, é essencial desenvolver projetos educativos junto aos moradores. Durante o encontro realizado ontem, Briane Bicca ministrou uma palestra sobre Educação Ambiental e Patrimonial. ‘‘A população precisa conhecer a história dos parques para protegê-los. Estas pessoas podem ser os próprios agentes protetores da reservas.’’
Sobre o Parque Nacional do Iguaçu, a representante da Unesco destacou a boa representatividade da reserva em relação aos outros 12 patrimônios naturais da América do Sul. Exemplo que pode animar os governantes que imaginam as reservas como áreas que não geram recursos. ‘‘Este parque é altamente sustentável e principal geradora da riqueza de Foz. Não é como um parque no meio da caatinga. O retorno financeiro aqui é visível.’’

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