Sul-africana bate 7.º recorde em 5 semanas
Sydney, 27 (AE-AP) - Sete recordes mundiais em cinco semanas. A sul-africana Penny Heyns, que, hoje, melhorou sua marca nos 200 metros, peito, nos Jogos Pan-Pacíficos, disputados na Austrália, garantiu que estaria nadando tão bem mesmo se não usasse a creatina, suplemento alimentar considerado legal pelas autoridades esportivas.
Penny explicou que quer, na verdade, competir com seu potencial máximo, o que requer, por exemplo, um cuidado melhor com o lado nutricional. Seria uma forma de equilíbrio com os treinos fortes. "Muitos atletas passam mal com a creatina porque as doses são diferentes", justifica. "Você não pode receber uma dose muito alta." Para o Comitê Olímpico Internacional (COI), a creatina é um alimento que ajuda a aumentar os músculos, mas é diferente dos anabolizantes.
Hoje, na final dos 200 metros, peito, Penny ganhou a medalha de ouro com um tempo de 2min23s64, superando o próprio recorde, obtido no dia anterior (2min24s42). É a quarta melhor marca do mundo para a prova que a sul-africana consegue nas últimas cinco semanas. Nos 100 metros, peito, foram outros três recordes mundiais, o último também nos Pan-Pacíficos.
"Estou excitada", comemorou a atleta. A exemplo do australiano Ian Thorpe, Penny conseguiu o terceiro recorde mundial individual nos Pan-Pacíficos, em apenas uma semana. Thorpe ainda abocanhou um quarto, por equipe. Na quinta-feira, após o recorde nas semifinais, a sul-africana, de 24 anos, contara que, cansada e desmotivada, pensou em abandonar a natação, mas mudou de idéia.
Destaque - Nascido na Ucrânia, mas naturalizado norte-americano, Lenny Krayzelburg é outro destaque na competição. Hoje, conseguiu seu segundo recorde mundial, nos 200 metros, costas, com um tempo de 1min55s87, superando a marca do espanhol Martin Zubero, obtida havia oito anos, no Alabama (EUA) - 1min56s57. Na terça-feira, ele já havia quebrado o recorde mundial dos 100 metros, no mesmo estilo.
"Foi uma longa estrada e fico muito orgulhoso de subir ao pódio, representar os Estados Unidos e ouvir este hino", contou Krayzelburg, de 23 anos. Ele chegou à Califórnia, com os pais, em 1989, para tentar uma vida melhor. No início, os pais tiveram uma dupla jornada de trabalho para poder ajudar o futuro recordista mundial.
Na Olímpiada de Atlanta, em 1996, um ano após se transformar em cidadão norte-americano, Krayzelburg não conseguiu integrar a equipe do País, o que lhe causou certa decepção. "Hoje, já me sinto bastante aliviado", afirmou. O grande sonho do nadador, agora, é poder representar os Estados Unidos nos Jogos de Sydney
no próximo ano. E quebrar novos recordes mundiais.





