Suicídio de menores preocupa autoridades espanholas
Madri, 01 (AE-ANSA) - A Espanha deixou de ser um país que o imaginário coletivo reconhece como alegre e feliz para transformar-se numa nação onde, nos últimos 30 anos, o número de suicídios entre menores de 16 anos triplicou. Ao mesmo tempo, de cada grupo de dez menores um sofre de problemas de depressão. A situação foi apresentada numa conferência realizada pela Universidade de Santander, norte do país, por um dos principais especialistas espanhóis no tema, Enrique Rojas, diretor do Instituto Espanhol de Pesquisas Psiquiátricas, e por Javier de las Heras, da Universidade Complutense de Madri. Os suicídios afetam, principalmente, todos os adolescentes a partir dos 14 anos. No entanto, os casos de depressão são mais frequentes nos jovens que pertencem aos setores sociais mais baixos. Também os adultos parecem não mais gozar a vida como antes. De acordo com de las Heras, entre 6 e 8 milhões de espanhóis sofrem de estados de ânimo patologicamente depressivos. Ainda que a taxa de suicídio não seja equivalente as registradas nos países nórdicos, esse notável aumento preocupa seriamente as autoridades sanitárias da Espanha. Os especialistas confirmaram que a responsabilidade dos casos de infelicidade crescente entre os jovens reside na sociedade em conjunto. Para Rojas e las Heras, "a sociedade espanhola é muito imatura e, a cada dia, há mais pessoas que se comportam de forma infantil, estimulando assim a insegurança nos jovens".





