Genebra - A Justiça suíça revela o que acredita ser uma das maiores redes de prostituição e tráfico na década. Investigação que começou em 2006 mostra que uma organização criminosa levou em quatro anos 142 brasileiras à Europa e chegou a ''revender'' mulheres, como se fossem escravas. Parte delas era convencida a viajar com promessa de que seriam babás ou recepcionistas. Outras sabiam que seriam prostitutas, mas não imaginavam que seriam mantidas em cárcere privado.
Assim que desembarcavam, seus passaportes eram confiscados e descobriam que teriam de trabalhar pelo menos três meses de graça para pagar o custo da viagem - que chegaria a R$ 8 mil. Depois disso, descobriam que a dívida não teria fim, já que eram obrigadas a pagar por apartamento e alimentação.
A partir de hoje, o Tribunal Superior da Suíça julgará a quadrilha formada por cinco pessoas, entre eles o suíço Heinz Hunziker e duas brasileiras. A operação teve colaboração da Polícia Federal (PF) brasileira em 2006, que chegou a prender sete suspeitos de integrar a quadrilha em Minas Gerais.

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