Sudeste continua sob risco de enchentes
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quarta-feira, 15 de janeiro de 1997
Edson Luiz Agência Estado, de Brasília 
As chuvas na Região Sudeste vão continuar pelo menos até a primeira quinzena de março, aumentando os riscos de novas enchentes. Segundo previsão do Serviço Nacional de Meteorologia do Ministério da Agricultura, a evaporação na Amazônia e o resfriamento das águas do Oceano Pacífico ocasionarão estacionamento de ventos e frentes frias sobre a região.
As chuvas devem se acentuar mais ao norte e a leste do Estado de São Paulo, na divisa com Minas Gerais, Rio de Janeiro e litoral. Isso deve-se aos ventos proporcionados pelas águas do Oceano Pacífico, afirma Francisco de Assis Diniz, chefe de previsão do tempo do Serviço. Caso permaneça grande volume de nuvens na região, as chuvas deverão ser leves. Mas a grande quantidade de chuvas pode ocasionar enchentes, alerta Assis.
No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a quantidade de chuvas continua menor. No entanto, o risco de enchentes é maior devido ao calor que prevalece na região. A temperatura alta diminui a incidência de chuvas, que caem esporadicamente, mas que se tornam pesadas por causa da evaporação do ar. No Centro-Oeste, a tendência é ter mais chuvas do que o normal, porém também mais leves que no Sul do País. A partir de março, as chuvas diminuem na região do semi-árido nordestino, onde os índices pluviométricos estão acentuados.
Ocorrências devem
ser maiores na
divisa de SP com
MG e RJ, e litoral
Para a Região Norte, a quantidade de chuvas para este primeiro trimestre será normal. Até abril, a Amazônia e parte do Centro-Oeste vivem o chamado inverno amazônico, que não deverá ocasionar grandes transtornos para os estados, com enchentes ou outros fenônemos. A única alteração deverá ocorrer no Pará e no Tocantins, onde as chuvas serão mais acentuadas, mas sem maiores prejuízos à população.
No alerta de verão feito em dezembro pelo Instituto Nacional de Meteorologia, a grande quantidade de chuva e as enchentes eram previsíveis, como ocorreu em 1992. O problema está sendo ocasionado pelo fenômeno La Ni¤a, que se repete de maneira fraca no Brasil, mas já fez com que as águas do Oceano Pacífico ficassem mais frias do que o normal.


