Sudene recruta 1 mi no semi-árido
Sudene recruta 1 mi no semi-árido
Agência Estado
Dida Sampaio/AE
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
ProteçãoPolícias Rodoviária e Federal escoltam carretas com alimentos para os flagelados em Juazeiro (BA)O superintendente da Sudene, Sérgio Moreira, anunciou ontem que a partir de segunda-feira serão alistados um milhão de trabalhadores, com remuneração de um salário mínimo, em frentes de emergência no semi-árido nordestino. Ele fez o anúncio durante reunião com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Central Única dos Trabalhadores (CUT), partidos políticos e igreja, quando recebeu do presidente da Contag, Manoel Santos, um documento com propostas de combate aos efeitos da seca. O superintendente também aceitou de imediato pressionar pela liberação de 500 mil aposentadorias rurais que estão represadas no INSS. Moreira pediu ajuda da Contag na identificação dessas aposentadorias e prometeu chamar representantes do INSS e do Ministério da Previdência para agilizar a liberação.
Mesmo assim, a Contag manteve a decisão de promover um acampamento com mil pessoas em frente ao prédio da Sudene, até que haja definições específicas e detalhadas em relação as reivindicações que incluem, ainda, pedido de anistia de débitos de pequenos agricultores e liberação de crédito para financiar pequenos proprietários.
Sob a coordenação da Contag, cerca de cinco mil trabalhadores rurais de todo o Nordeste fizeram uma passeata do centro da cidade até à Sudene, onde realizaram um ato pedindo abertura de projetos de absorção de mão-de-obra e infra-estrutura hídrica que permita uma melhor convivência com a seca. Os dois trabalhadores sem-terra que estavam presos há uma semana no Presídio Aníbal Bruno, no Recife, acusados de furto qualificado por terem participado de um saque em Aliança, a 81 quilômetros da capital, foram liberados ontem devido a concessão de habeas corpus pelo desembargador Osael Veloso. No despacho, o desembargador disse que Luiz Lucas da Silva, de 49 anos, e Ismael Cícero da Silva, de 38 anos, eram pessoas simples e pacatas que agiram por estímulos de terceiros e por uma questão de sobrevivência.





