Sudene passa a investir nas indústrias para garantir geração de empregos
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Edson Luiz Enviado especial 
Recife, 01 (AE) - A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) tem um novo perfil. A partir de hoje, o órgão, então responsável pelo combate à seca no Nordeste, vai voltar suas atividades para a área de desenvolvimento. Com a troca de Sérgio Moreira por Aluísio Sotero, que tomou posse hoje, o governo federal começa a desarticular a ação emergencial montada durante o período de estiagem para reforçar as indústrias e garantir mais empregos. A Sudene vai investir não só em novas indústrias, mas também em times de futebol que queiram tornar-se empresas.
Desde o início do ano, a superintendência já pretendia desativar as ações contra a seca, mas as chuvas esperadas para fevereiro não chegaram e o governo resolveu manter o que já vinha sendo feito. A pretensão era suspender as cestas básicas e as frentes de trabalho gradativamente, até porque houve cortes no setor. A repercussão negativa disso, porém, fez o governo recuar e manter a alimentação para as famílias afetadas pela seca.
No seu discurso, Sotero deixou claro que a seca não será uma prioridade, pelo menos este ano, passando o governo a atrair mais empresas para a região com Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (Finor). "Recursos não faltam, falta é criatividade", afirmou, confirmando que até mesmo os clubes de futebol que queiram virar empresa, dentro das regras da Lei Pelé, terão incentivos.
Sotero substituiu Sérgio Moreira, que foi indicado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para responsabilizar-se pelas ações contra a seca. Moreira desempenhou apenas razoavelmente sua tarefa, já que não conseguiu levar água para a região, a principal reivindicação da população atingida pela estiagem. Seu sucessor, durante a posse, falou pouco sobre a seca, procurando sempre enaltecer a necessidade de mais investimentos para a região, como forma de acabar com o desemprego.


