Recife, 13 (AE) - O coordenador do Programa Federal de Combate aos Efeitos da Seca, Múcio Wanderley, anunciou hoje, na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Recife, que as frentes produtivas de trabalho, a distribuição de cestas básicas e o abastecimendo dágua por carros-pipa serão mantidos nos municípios do semi-árido nordestino onde persiste a estiagem. O programa permanece com as frentes de trabalho em 900 municípios e 2 milhões de cestas continuarão chegando a 1.100 municípios. No auge do programa, foram atendidos 1.385 municípios com as frentes e 1.429 com 3 milhões de cestas/mês. O número de alistados, que chegou a 1,2 milhão, cai agora para 900 mil, com o mesmo salário mensal de R$ 80,00 (R$ 65,00 do Governo Federal e R$ 15,00 dos governos estaduais).
Segundo Wanderley, o programa foi desativado no Piauí, Ceará, grande parte da Bahia e alguns municípios de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde as chuvas garantiram o desenvolvimento da agricultura e a reposição dos recursos hídricos. Em Sergipe e Alagoas o programa se mantém integralmente. No caso de Pernambuco, a desativação do programa ocorreu em quase todo o sertão, onde caíram chuvas, mas continuará em todo o agreste e em alguns municípios sertanejos onde a situação ainda é crítica.

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