Sucesso depende da iniciativa privada
A primeira parte do anel viário deve ser construída ainda na gestão do prefeito Nedson Micheleti (PT), na região norte. A informação é do secretário de Obras, Aloysio de Freitas. De acordo com ele, até o final de março o projeto será apreciado pela população através de reuniões e de uma audiência pública, e será protocolado na Câmara Municipal.
A partir daí, se o projeto for aprovado, começa a fase de elaboração do projeto piloto e a viabilização de recursos, para só então as obras serem iniciadas. A previsão do secretário é que no próximo ano as obras comecem. O projeto piloto tem cinco quilômetros de extensão e vai da Rodovia Carlos João Strass até a Avenida Winston Churchill, na zona norte.
A região foi escolhida, segundo Freitas, porque já haverá uma intervenção no local por conta do projeto de um complexo de lagos e porque há terrenos da Companhia de Habitação (Cohab) e da Companhia de Desenvolvimento (Codel) na área. ''Avaliamos que seria um bom local até pela concentração de trabalhadores'', disse.
O restante do anel será construído principalmente através da iniciativa privada, segundo o secretário. Ele explicou que as loteadoras que forem iniciar seus empreendimentos após a aprovação do PEEAV já terão as diretrizes para executar as obras na região do anel. ''A sustentabilidade do projeto está
principalmente no empreendedor particular'', afirmou.
Para a arquiteta Celina Ota não dá para fazer uma previsão de quanto tempo será necessário para que todo o anel esteja concluído. ''Pode ser 10, 20 ou 50 anos, depende de interesse político e das loteadoras, mas se a comunidade comprar a idéia, ela vai cobrar'', avaliou.





