Brasília, 9 (AE) - A discussão da proposta de emenda constitucional que trata da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que está ocorrendo neste momento na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), trouxe à tona o debate da sucessão presidencial. O presidente do PPS, senador Roberto Freire, disse que votaria contra a proposta, seguindo determinação do seu partido, mas ressaltou que pessoalmente era a favor de uma medida emergencial. Ele esclareceu que fazia a ressalva por seu partido estar disputando o poder e que não queria ser acusado de ter mudado de posição, caso venha em 2003, como membro do novo governo, debater com o Senado um ajuste de emergência.
Freire criticou o governo por não ter feito o ajuste fiscal e ter ficado até hoje dependente de ajustes emergenciais. O senador Pedro Simon contestou o raciocínio de Freire e disse que ele (Simon) como candidato à Presidência pelo PMDB votava a favor, pois não via opção melhor. O senador Roberto Requião reforçou a posição de Simon a quem reconheceu também como candidato do partido e disse que não se pode governar com verba carimbada, por isso defendia a DRU. "Eu não negaria a Pedro Simon (como presidente) essa possibilidade". A proposta de rejeição à PEC da DRU está contida em voto em separado apresentado à comissão pelo senador José Eduardo Dutra (PT-SE).

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