Subtenente pede atenção ao TG de Campo Mourão
Sid Sauer
De Campo Mourão
O subtenente Eribaldo Evangelista da Silva, um dos responsáveis pelo Tiro de Guerra de Campo Mourão, pediu aos vereadores do município que cobrem mais atenção ao órgão. O pedido foi feito durante o uso da tribuna livre da Câmara. A tribuna foi criada há dois anos e Silva foi a segunda pessoa a usá-la. A principal reclamação é com relação à sede do Tiro de Guerra, que continua instalada em local improvisado desde 1997.
No discurso que fez na Câmara, Silva lembrou que no convênio firmado entre o município e o então Ministério do Exército, em 1996, havia o comprometimento da prefeitura de implantar uma sede própria ao TG. Segundo ele, o Ministério só aprovou, na época, a atual sede como provisória, mas o órgão continua no mesmo local até hoje. O Tiro de Guerra funciona na antiga sede do 11º Batalhão da Polícia Militar.
Campo Mourão é o único dos 20 Tiros de Guerra do Paraná que não tem sede própria, ressaltou Silva. Ele lembrou que até Campo Largo e Medianeira, que ganharam seus TGs depois de Campo Mourão, já têm suas sedes definitivas. Silva lembrou ainda sobre a existência de um terreno para a construção da nova sede, no Jardim Araucária, mas ressaltou que o único papel que tem em mãos sobre o imóvel é um recorde de jornal.
De acordo com o subtenente, o principal problema da sede provisória é que ela não fornece condições adequadas de funcionamento. Um dos problemas é o fato de ficar numa área residencial. Isso obriga a realização dos treinamentos de tiros, por exemplo, no estande do Centro de Tradições Gaúchas (CTG), na saída para Cascavel. O uso, no entanto, é considerado ilegal, uma vez que o estande não foi inspecionado pelo Exército.
Desde que começou a funcionar em Campo Mourão, em 1997, o Tiro de Guerra já trabalhou com seis turmas, num total de 600 atiradores. A partir do ano que vem, porém, haverá mudanças no sistema. Ao invés de duas semestrais com 200 atirados no total, serão selecionados apenas 100 rapazes para prestar o serviço militar durante todo o ano. A medida vale para todos o TGs do País e visa um melhor aproveitamento dos atiradores.





