Subnúcleos provocam demandas coletivas
O desenvolvimento de municípios vizinhos a metrópoles cria uma série de demandas nessas cidades, em setores como infraestrutura urbana, saúde, transporte coletivo.
O coordenador da Região Metropolitana de Londrina, Victor Hugo Boselli Dantas, afirma que o processo de descentralização atinge não apenas municípios que integram oficialmente a RML, como Cambé e Rolândia, mas também cidades vizinhas, como Apucarana, Arapongas e Sabáudia. Ele destaca que o objetivo do governo é estimular o crescimento integrado das regiões, mas há limites de atuação. Queremos duplicar a PR-445, principalmente nos trechos urbanos entre Cambé e Londrina, e fazer a integração do transporte metropolitano. Também estamos atentos a outras questões, como o condomínio para tratamento de resíduos sólidos e a ampliação do aeroporto. O desenvolvimento tem que ser tratado como um todo e o Estado não pode interferir no nível individual de crescimento dos municípios, diz o coordenador.
O crescimento acelerado é difícil de ser acompanhado por investimentos públicos. Por isso, fazemos uma análise criteriosa dos empreendimentos a serem instalados no município e também das respectivas contrapartidas, para que os eventuais efeitos negativos sejam minimizados, afirma Luís Scarpin, secretário de Urbanismo de São José dos Pinhais.
Ele descreve que a cidade já há algum tempo é um subnúcleo de Curitiba. Na década passada, a população do município aumentou 29%, quase o triplo do crescimento da Capital, que foi de 10%. Segundo Scarpin, o desenvolvimento acelerado gera uma série de demandas, não só por parte da população da própria cidade e de outros municípios da RMC, mas também da Zona Sul de Curitiba.
O secretário afirma que o poder público tem buscado atender essa procura com investimentos em obras viárias, sinalização, transporte coletivo, regionais de saúde. Mas o Estado pode responder por apenas 20% do desenvolvimento de uma cidade. Os 80% restantes são feitos pela iniciativa privada, diz Scarpin. (F.G.)





