Sub-regional recebe incentivo
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sexta-feira, 03 de outubro de 1997
Foz do Iguaçu 
O Brasil quer incentivar a implantação da aviação sub-regional, com a criação de rotas alternativas, até o fim do ano. O sistema vai permitir que companhias de pequeno porte façam vôos entre Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, ligando cidades com aeroporto internacional e que não são atendidas pelo sistema tradicional.
A aviação sub-regional, resultado de um acordo firmado entre os seis países do Cone Sul, vai permitir maior número de rotas e frequências, além de reduzir o custo da tarifa e tempo de vôo. A diferença entre o sistema sub-regional e o sistema convencional é que a legislação do primeiro é mais flexível. Isso permite que empresas menores possam operar com custo mais baixo e em mercados que não interessem às grandes empresas.
A aviação sub-regional vai permitir, por exemplo, que o turista pegue um avião em Salta (cidade no norte da Argentina) com destino a Porto Alegre, sem escala.
Hoje isso não é impossível. O passageiro tem que ir até Buenos Aires para pegar um avião com destino a Porto Alegre e é obrigado a fazer escala em São Paulo ou Curitiba. Com a aviação sub-regional, o percurso Salta-Porto Alegre poderia ser feito em uma hora e meia.
A legislação da aviação sub-regional concede às empresas mais liberdade para estabelecer rotas e frequências do que a do sistema convencional, entretanto existem limitações.
Não é admitido ultrapassar os limites territoriais dos seis países e não pode haver superposição de rotas sub-regionais com os segmentos operados pelas empresas da aviação tradicional. Além disso, não é admitido o direito à cabotagem.


