Brasília, 16 (AE) - O ministro Edson Vidigal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou hoje a quebra do sigilo bancário de três juízes e dois funcionários do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 13.ª Região, localizado na Paraíba. O servidor Antônio de Pádua Pereira Leite acusa os juízes Severino Marcondes Meira, Paulo Montenegro Pires e Tarcísio de Miranda Monte e os funcionários Marcelo Capistrano de Miranda Monte e Severino Marcondes Meira Filho de diversas irregularidades, como nepotismo, improbidade administrativa e abuso de autoridade.
Vidigal enviou hoje um ofício ao presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, ordenando a quebra.
Leite afirma que os acusados teriam comprado, sem licitação pública, em fevereiro de 1995, um imóvel por R$ 710 mil. Segundo a avaliação de um engenheiro, o valor de mercado do imóvel não chegava a R$ 150 mil.
De acordo com parecer da subprocuradora-geral da República, Delza Curvello Rocha, a perícia determinada por Vidigal deve realizar o confronto entre a movimentação bancária do ex-dono do imóvel e a dos acusados. Após receber os dados do BC, a Corte Especial do STJ, composta por 21 ministros, vai decidir se abre um processo contra os acusados.

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