Brasília, 28 (AE) - Além da luxuosa e confortável sede em Brasília, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mantém pelo menos dois escritórios em duas outras capitais brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. A atividade exercida por essas representações não é revelada pelo tribunal, mas a existência delas pode ser confirmada na própria página do STJ na Internet.
Dentre as dez licitações abertas recentemente pelo tribunal na modalidade carta-convite, três destinam-se aos escritórios paulista e carioca. A primeira trata dos serviços de manutenção preventiva e corretiva em veículos do STJ em São Paulo. A segunda, do fornecimento de combustíveis e lavagem de veículos da representação do Rio. E a última, dos serviços de manutenção de veículos do escritório carioca com substituição de peças.
Na semana passada, a Agência Estado procurou a assessoria de comunicação do STJ para obter informações sobre as representações. A reportagem buscava dados como os motivos para o STJ manter escritórios em outros Estados, os gastos com as representações e o número de funcionários.
No início desta semana, após insistentes contatos, a assessoria respondeu que o STJ não explicaria nada.
Em Brasília, o STJ é comumente lembrado pelo luxo e as dimensões exageradas de suas instalações. O tribunal foi inaugurado em 1995. A obra consumiu US$ 170 milhões.
A manutenção de escritórios em outros Estados vem sendo questionada nesses tempos de crise econômica. Recentemente, o Senado resolveu fechar a representação que possuía no Rio. O fechamento foi motivado pelo custo com a manutenção do escritório e a pouca demanda por serviços da representação.

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