Brasília, 06 (AE) - O advogado Arthur Eugênio Mathias, acusado de roubo de caminhões e cargas e investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara, vai continuar preso no Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Campinas, no interior de São Paulo. O presidente interino do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Roberto da Costa Leite
negou um pedido de liminar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que Mathias fosse libertado.
Segundo Leite, as alegações e os fatos apresentados pela defesa devem ser examinados na ação penal e não num habeas-corpus, como pretendia a OAB. Esse tipo de ação envolve a discussão de "direitos cristalinos". Com esse entendimento, Leite manteve decisão do desembargador do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo Djalma Lofrano, que negou um habeas-corpus para Mathias.
No pedido negado por Leite, a OAB alegava que a prisão do advogado foi ilegal por ter sido fundamentada em prova ilícita. Mathias foi acusado de ser o mentor de roubo de caminhões e cargas por um ex-cliente, Adilson Frederico Dias Luz. Preso em flagrante pelo roubo, Luz admitiu em novembro à Justiça que participou do crime e acusou Mathias de ser o mentor.
O Ministério Público (MP) estendeu a acusação ao advogado e pediu a prisão preventiva dele. Em seguida, Luz conseguiu liberdade provisória. A OAB sustentava que Luz a procurou e contou que foi induzido a incriminar Mathias mediante a promessa de ser libertado em seguida.