Brasília, 23 (AE) - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antônio de Pádua Ribeiro, negou liminar pedida por Ivan Márcio Gitahy, militar da reserva, que está preso e é acusado de participar do esquema de cobrança de propinas na Administração Regional da Penha, em São Paulo.
Os advogados do militar sustentam que ele foi denunciado injustamente por obtenção de vantagens indevidas de camelôs, comerciantes e donos de imóveis no bairro.
Pádua Ribeiro considerou que a prisão teve o objetivo de garantir a ordem pública. Gitahy, o Coronel, está preso desde 2 de fevereiro e é acusado de ligação com o vereador Vicente Viscome no esquema de corrupção da Penha. Ele era assessor de gabinete na Regional e, segundo testemunhas, encarregava-se de encaminhar o dinheiro extorquido por fiscais nas ruas para Tânia de Paula, assessora de Viscome.
Em depoimento, o dono de uma barraca de frutas, Valdenor Guimarães Lima, afirmou ter pago R$ 1,5 mil a Tânia. Ele disse ainda que pagava, semanalmente, R$ 100,00 a Gitahy. O Coronel foi citado por mais três testemunhas.

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