STJ nega liminar a prefeito afastado de Ubatuba
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segunda-feira, 27 de dezembro de 1999
Por Júlio Ottoboni 
Ubatuba, SP, 27 (AE) - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antonio de Padua Ribeiro, negou hoje liminar ao prefeito de Ubatuba, Euclides Luiz Vigneron (PPS), para retonar ao cargo. O afastamento ocorreu no dia 21 por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJE-SP), depois que o Ministério P blico denunciou o político e seu vice, Rogério Frediani (PFL), por fraude eleitoral. O presidente da Câmara, José Candido de Souza (PPS), assumirá o cargo vago na próxima quarta-feira.
A promotoria moveu um processo contra o prefeito, conhecido na cidade como Zizinho, e seu vice ao receber denúncias de fraudes nas fichas de filiação partidária, ocorrida em 1996. Desde a decisão da justiça, Ubatuba está sem seu representante no poder executivo. O STJ, com sede em Brasília, adiou por três vezes o parecer final do recurso dos advogados de defesa de Vigneron. O prefeito não atendeu a imprensa e se reuniu com seu secretariado no final da tarde. Ele divulgará amanhã (28), por sua assessoria de imprensa, uma nota oficial sobre o caso.
O Ministério Público passou a investigar a denúncia de fraude em 1997, quando o prefeito e o vice, além do chefe de gabinete da prefeitura, Décio Sato, e a ex-funcionária do cartório eleitoral Silvana de Oliveira foram acusados de ter participado do processo de falsificação dos registros. No ano seguinte, a perícia da Polícia Federal identificou rasura no documento de filiação partidária dos políticos. A primeira notificação de afastamento do cargo ocorreu em novembro deste ano, mas o prefeito não foi localizado pelo oficial de justiça.
A confirmação da perda do mandato foi feita pelo juiz da 1ª Vara Cível do município, Carlos Guttemberg Cunha. O presidente do legislativo, que assumirá no lugar do prefeito, é do mesmo partido que o Vigneron. No início do próximo ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidirá sobre a convocação de uma sessão para instalar uma comissão processante contra 10 vereadores de Ubatuba. Eles são acusados de receber propina para aprovarem projetos. Caso sejam condenados, devem perder seus mandatos.


