BRASÍLIA - O juiz que vai julgar o caso da morte do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos só será definido a partir do dia 14. Pelo calendário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), só nessa data o colegiado especializado em questões criminais se reunirá. Há um acerto entre o presidente da 3ª seção (encarregada de julgar questões criminais), Édson Vidigal, e o ministro relator de um caso envolvendo também um índio como vítima, do Estado de Mato Grosso do Sul, para que a sessão comece apreciando esse caso. Se o caso do índio Galdino já tiver um parecer do Ministério Público Federal, nada impede que ele também seja julgado nessa data.
A disputa judicial pelo caso começou na quinta-feira, quando Luís Wanderley Gazoto, 34, procurador da República no Distrito Federal, entrou com dois pedidos requerendo a transferência do caso à Justiça Federal. Ele alegou que o índio é tutelado pela União. Em um dos pedidos, Gazoto pediu à Justiça do DF que o juiz da Vara do Tribunal do Júri declarasse sua incompetência para o caso, remetendo-o à Justiça Federal e pediu que Justiça Federal se declarasse competente. A juíza Leila Cury, do DF, negou o pedido e se declarou competente para o caso.

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