STJ arquiva inquérito contra ex-governador do Mato Grosso
São Paulo, 10 (AE) - O inquérito contra Jayme Campos, ex-governador do Mato Grosso, acusado de tráfico de influência e corrupção, foi arquivado. A decisão, divulgada hoje pela assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça, foi concedida por meio de um despacho do ministro Edson Vidigal, do STJ. Em julho de 1992, Irene Ferreira de Oliveira, da empresa Hidrapar, recebeu R$ 300 milhões do governo do Estado, em decorrência de uma dívida. Para receber, Irene alega que teve de pagar comissão.
Ela teria entregado, em mãos, três cheques no valor de R$ 25 mil, cada um, ao comitê de campanha do PTB mato-grossense. Dois destes cheques foram parar na conta do então chefe partidário, o senador Louremberg Nunes Rocha. Para apurar as denúncias de irregularidade, foi aberto um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou sendo arquivado por prescrição de prazo.
Contudo, Irene Ferreira continuou afirmando que, além de Louremberg Rocha, Jayme Campos também estaria envolvido no esquema de corrupção. O Ministério Público Federal acionou o Superior Tribunal de Justiça para que fosse investigada a movimentação financeira do ex-governador. Para isso, o ministro Edson Vidigal autorizou a quebra de sigilo bancário de Campos, mas não havia registro de depósito indevido no período.
Segundo o STJ, movimentações bancárias de outros possíveis envolvidos no esquema também foram investigadas, mas em nenhuma delas ficou constatada qualquer transferência de valores para o ex-governador. Sem provas incriminatórias e com o prazo já prescrito, o ministro decidiu pelo arquivamento do inquérito.





