Brasília, 11 (AE) - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai reunir-se daqui a pouco para discutir a fixação do teto salarial do funcionalismo público federal. A reunião, entretanto, não deverá ser conclusiva porque a maioria dos ministros considera o momento inoportuno para debater o assunto. Esta mesma opinião foi manifestada ao presidente do STF
ministro Celso de Mello, pelos presidentes da República, Fernando Henrique Cardoso, e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que, além do próprio ministro do STF e do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), terão de assinar o projeto fixando o teto salarial, a ser submetido à apreciação do Legislativo. Além disso, da reunião de hoje não vai participar o ministro Ilmar Galvão, que está fora de Brasília. Fontes do STF consideram difícil que, na ausência dele, sejam discutidos valores. Os valores em questão são um teto de R$ 10.800,00, defendido por Fernando Henrique e, também, por Mello, e R$ 12.720,00, defendido por juízes e pela maioria dos ministros do STF. O primeiro valor é o que recebem os ministros do STF e o segundo, aqueles ministros do mesmo órgão que também integram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A fixação do teto implicará o reajuste de salário da maoria dos juízes.

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