PROPOSTA
STF quer informatizar toda a Justiça
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso informou que deseja implementar, a partir de agosto, o projeto de informatização de toda a Justiça brasileira. A proposta busca dar maior celeridade à Justiça a facilitar o trabalho dos magistrados em todo o País.
A informação foi divulgada sem maiores detalhes, durante a última sesão do STF, em 29 de junho, quando Velloso apresentou o relatório de atividades do tribunal. Levantamento apresentado na sessão apontam que o Supremo Tribunal Federal protocolizou de 3 de janeiro deste ano até o final do mês de junho 34.695 processos, 9 mil processos a mais do que no primeiro semestre do ano passado.
Foram julgados 33.638 processos, cerca de 12% a mais dos que foram julgados em igual período em 1999, e distribuídos 28.425 processos, um volume de 5 mil processos a mais do que no primeiro semestre do ano passado.
O presidente do STF, ministro Carlos Velloso, avaliou que o tribunal trabalhou muito, e aproveitou para fazer um apelo ao Congresso: ‘‘Continuamos pedindo ao Congresso Nacional meios e modos de tornarmos a Justiça brasileira mais ágil, eficaz, barata e perto do povo’’, disse o ministro. Carlos Velloso reiterou sua confiança e sua fé no Judiciário brasileiro, ‘‘nos tribunais superiores, tribunais de 2º grau e nos valorosos juizes de 1º grau.’’
Segundo a Coordenação de Classificação e Distribuição de Processos do STF, o presidente do Tribunal, ministro Carlos Velloso, além de realizar o trabalho administrativo da presidência, recebeu nos seis primeiros meses do ano 1.214 processos, se classificando como o ministro que menos apreciou processos. O ministro que mais trabalhou no período foi Maurício Corrêa (3.072), seguido de Sepúlveda Pertence (3.059), Celso de Mello (2.884), Nelson Jobim (2.872) Otávio Galotti (2.869), Ilmar Galvão (2.868), Sydney Sanches (2.852), Moreira Alves (2.847), Néri da Silveira (2.772) e Marco Aurélio (2.329).

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