Brasília, 21 (AE) - A confirmação da presença do ex-presidente Fernando Collor de Mello na posse dos novos presidente e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 27, abriu uma discussão de caráter protocolar na mais alta corte de Justiça do País sobre onde o convidado do ministro Marco Aurélio Mello se sentará. Tradicionalmente, ex-presidentes da República têm lugar de honra nas posses.
Além de Collor, o ex-presidente e atual governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), deverá assistir à cerimônia. Ele deverá encontrar-se pela primeira vez com o presidente Fernando Henrique Cardoso, desde que o governo mineiro decidiu deixar de pagar a dívida com a União, no início de janeiro.
Ao contrário de Itamar, que é convidado institucional do STF, o nome de Collor está apenas na lista pessoal de Mello, futuro vice-presidente do STF, que é primo do ex-presidente. Dos presidentes mais recentes, Collor foi o que mais indicou ministros para o STF. Além do primo, ele indicou o novo presidente do Supremo, Carlos Velloso, e os ministros Ilmar Galvão e Francisco Rezek, que deixou o STF para assumir uma vaga na Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda.
A lista pessoal de convidados de Mello também traz o nome do juiz José Maria de Mello Porto, ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio, que está sendo investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado.
Além da questão protocolar, os funcionários que organizam a posse terão de driblar a falta de lugares. Para a cerimônia, foram convidadas mais de 1,5 mil pessoas. O plenário do tribunal tem apenas 298 lugares. Os outros presentes terão de se dividir entre duas salas com telões ou assistir à cerimônia em pé.

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