Curitiba- Os advogados do traficante Ernesto Plascência San Vicente, o ''Mexicano'', entraram com um pedido de habeas corpus em seu favor no Supremo Tribunal Federal (STF). Eles tentam anular os atos praticados pelo juiz da 2 Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, responsável pelos processos contra o acusado. Os advogados alegam que o juiz teria tomado medidas dentro do processo enquanto estava de férias.
San Vicente foi preso em julho do ano passado depois de investigação feita pela Polícia Federal (PF) no Paraná, acusado de ligação com o Cartel Juarez, organização criminosa mexicana que atua no tráfico internacional de drogas. Ele chegou ao Brasil em 2000. Há cerca de quatro anos, morava em Curitiba. Atualmente, está preso no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Piraquara, na Região Metropolitana da Capital.
Os advogados do traficante pedem ao STF que revogue a prisão preventiva, alegando que o juiz Sérgio Moro teria praticado atos relativos ao processo enquanto estava de férias. Para a defesa, isso tornaria nulas as medidas. O caso está sendo analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello. Pedido semelhante já foi feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou a liberdade a San Vicente por considerar que ''sentença proferida por juiz do feito, em férias, mesmo havendo substituto, é válida''.
Além das acusações de ligações com o tráfico, o traficante foi o pivô de extorsão por policiais civis em Curitiba. O caso resultou na condenação do investigador Ricardo Abilhoa a 8 anos e um mês de prisão por crimes de corrupção passiva, usurpação de função e lavagem de dinheiro. O pai dele, o procurador de Justiça Dartagnan Cadilhe Abilhôa, ex-coordenador da Promotoria de Investigação Criminal (PIC), foi denunciado pelo Ministério Público pela acusação de ter participado da extorsão.

mockup