Brasília, 1 (AE) - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou mais uma vez o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei que criou o Fator Previdenciário para a definição dos valores das pensões e aposentadorias pelo INSS. A matéria constava da pauta da sessão plenária de hoje à tarde e o seu relator, ministro Sidney Sanches, já havia anunciado que pretendia apresentar o seu voto. Mas a viagem inesperada do ministro Ilmar Galvão, a São Paulo, para tratar de assuntos particulares, praticamente tornou compulsório o adiamento do julgamento. O plenário do STF adotou como norma apreciar ações diretas de inconstitucionalidade que tenham evidente impacto de opinião pública, somente com a presença dos onze ministros do tribunal.
Na semana passada, por causa da ausência do presidente do tribunal, ministro Carlos Velloso, a matéria foi retirada da ordem do dia. Aind a não é certo se o assunto será incluído na pauta da sessão de amanhã. Isso pode ocorrer, desde que a sessão não coincida com a reunião dos presidentes dos três poderes a qual obrigatoriamente comparecerá o ministro Carlos Velloso, e se o ministro Ilmar Galvão tiver retornado a Brasília. Do contrário, o assunto só voltará ao plenário depois do carnaval.