Stepashin promete combater os crimes fnanceiros
Moscou, 18 (AE-AP) - O primeiro-ministro designado da Rússia Sergei Stepashin, à véspera da votação parlamentar sobre sua confirmação no cargo, prometeu hoje (18) aos legisladores tomar medidas contra os crimes financeiros.
Ao mesmo tempo, Stepashin também fez declarações firmes, ameaçando com mais confronto a Câmara baixa do Parlamento, a Duma estatal, caso não sejam aprovadas as reformas fiscais exigidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) como condição para a liberalização de um novo empréstimo à Rússia.
"Hoje tivemos uma conversação muito boa com os líderes das facções e com a maioria dos deputados e entramos em acordo sobre o fato de que o pacote de reformas deve ser aprovado", disse Stepashin, segundo a agência de notícias Interfax.
Stepashin, que foi designado pelo presidente Boris Yeltsin, reuniu-se hoje com os líderes dos principais partidos políticos representados na Duma.
Durante o encontro, ele disse aos deputados que "eliminar as estruturas criminais de nossa economia nacional deve ser uma das prioridades do novo governo russo", segundo a agência de notícias Itar-Tass.
Stepashin já se reuniu com vários membros da Duma e suas tentativas, ao que parece, estão dando resultado. As três principais agremiações na Duma, incluindo os comunistas, parecem estar dispostas a apoiar sua ratificação.
Hoje, os comunistas, seus aliados e outros deputados que se reuniram com Stepashin lhe expressaram seu apoio, disse o legislador Vladimir Lopatin, que assistiu às reuniões, à agência Interfax.
Entretanto, o segundo na hierarquia comunista, Valentin Kuptsov, disse que seu partido ainda não decidiu formalmente se apoia ou não o nome de Stepashin. Segundo Kuptsov, a decisão será tomada amanhã, depois que o premier designado discursar na Duma.
Se a Duma rechaçar por três vezes o nome escolhido por Yeltsin, o presidente deve dissolver a Câmara e convocar eleições parlamentares. Apesar de sua oposição a Yeltsin, os comunistas - que foram humilhados depois que uma moção a favor de abrir um processo político contra Yeltsin não passou pela Duma - preferem evitar um novo confronto com o líder russo.





