Steinfeld explica operação com ações
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 14 (AE) - O ex-presidente do Banco Fonte Cindam Luiz Antônio Gonçalves encaminhou hoje à CPI dos Bancos carta explicando a operação de recepção de ações doadas por ele pelo controlador da instituição, Roberto Steinfeld. Steinfeld explicou que a operação, realizada em 1996, foi uma troca de ações do Cindam Participações, empresa controladora do Banco Cindam, da qual ele era acionista majoritário, por ações do próprio banco. Estes papéis foram depois usados na Pedra Campo, holding de Steinfeld pela qual ele assumiu sua participação no então criado Fonte Cindam, e doados para Gonçalves e outros dois ex-sócios do Cindam, como forma de remuneração.
O controlador do banco mostrou sua declaração de renda de 1996 para provar que o valor foi informado na sua declaração de Imposto de Renda (IR), ao contrário do que informou ontem (13) o senador Jáder Barbalho (PMDB-PA), no depoimento de Gonçalves. Steinfeld explicou que, na verdade, ele informou que, tanto no início do ano de 1996 quanto no fim do ano, essas ações tinham valor zero, mas por um motivo óbvio: nestes dois períodos ela não mais detinha os papéis - já que a operação foi feita ao longo do ano.
Roberto Steinfeld admitiu que a instituição não tem "muitas alternativas" de funcionamento, após ser envolvida nas investigações sobre suspeita de favorecimento do BC e na CPI dos Bancos. "As atividades do banco estão em processo de desativação", afirmou Steinfeld, que não admite a possibilidade de fechamento. "Não vou fechar os banco, estou avaliando as alternativas", afirmou. Ao ser perguntado sobre quais eram, ele admitiu: "Receio que não tenhamos muitas alternativas."


