Steinbruck defende participação do Estado em fusões
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segunda-feira, 13 de setembro de 1999
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 14 (AE) - O presidente do Conselho de Administração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Benjamin Steinbruch, afirmou hoje que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, deve ser um "facilitador de fusões" de empresas. Na visão de Steinbruck, essas fusões fortalecem as empresas no mundo globalizado. "Ele deve ser um facilitador, o ministério e o governo têm que ver o que está acontecendo no mundo, e o Brasil tem que fazer aquilo que está sendo feito lá fora", afirmou após assistir, no Palácio do Planalto, à solenidade de posse de Tápias.
O Estado deve oferecer linhas de crédito nos casos de fusões de empresas e, eventualmente, participar do capital, segundo Steinbruch. "A participação do capital do Estado pode parecer uma coisa atrasada, mas, se for analisada a economia americana, que é a mais desenvolvida e liberal do mundo, o Estado participa dos projetos novos", afirmou Steinbruch. Ele citou o caso de uma fusão no setor de siderurgia no Estado de Carolina do Norte, em que o Estado entrou com participação efetiva no projeto. "Acontece lá fora, e tem que fazer aqui no Brasil, sem vergonha, nós não temos que ter vergonha de fazer aquilo que os outros estão fazendo, temos que ter vergonha de não aproveitar mais uma vez as chances de nos inserirmos no mundo desenvolvido", disse.
O empresário elogiou o discurso de Alcides Tápias e disse que a expectativa do empresariado em relação ao trabalho do novo ministro "é a melhor possível" e que "há um entusiasmo (entre os empresários) de que vai dar certo".


