Stédile volta a defender ocupação de área urbana
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
Roberto Castro/Agência Estado
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PrioridadeJosé Rainha e o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, participaram da abertura do encontroO Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) quer atuar com os estados na solução dos problemas sociais das cidades. Além de invadir terras improdutivas e prédios públicos, o MST pretende agora ocupar as escolas que não estejam funcionando, fazer campanha de doação de sangue para hospitais e levar alimentos para as creches que não tenham assistência do governo. O coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, voltou ontem a pregar que desempregados ocupem fábricas fechadas, famintos protestem em frente a supermercados e que sem-teto ocupem terrenos baldios.
Ontem, durante o primeiro Encontro Nacional das Educadoras e dos Educadores da Reforma Agrária, Stédile anunciou que a intenção do MST é se aproximar das cidades, até atuando na área social. Temos de levar a solidariedade às outras pessoas, como doar sangue nos hospitais onde haja carência, disse Stédile. Se há escolas paradas, vamos ocupar na marra, e com a ajuda da comunidade. Conforme o ideólogo do MST, outra meta é manter uma luta de massas, intensificando os movimentos nacionais envolvendo variados setores da sociedade.
O MST pretende fazer, no dia 7 de setembro, Dia da Pátria, um novo movimento nacional de protesto contra o governo federal. Para isso, pretende organizar pelotões populares com sindicatos, associações de moradores e Igreja para desfilar nas paradas oficiais com cartões vermelhos e apitos em mil cidades brasileiras.


