Washington, 12 (AE-ANSA) - O promotor independente do caso Lewinsky, Kenneth Starr, denunciou um de seus mais estreitos colaboradores ao Departamento de Justiça, acusando-o de ter passado a jornalistas informações restritas sobre o caso.
Charles Bakaly III, o porta-voz de Starr, renunciou imediatamente, mas continua alegando inocência.
No entanto, Starr está convencido de que foi Bakaly quem revelou ao New York Times no fim de janeiro que o magistrado estava pensando em incriminar Clinton pelo "Sexgate", sem importar-se com o desfecho do juízo no Congresso.
O artigo colocou Starr em problemas, porque o New York Times citou como fontes "alguns colaboradores" do magistrado.
Durante meses, a Casa Branca acusou Starr de filtrar aos veículos de comunicação notícias sobre o caso Lewinsky prejudiciais ao presidente.
O magistrado sempre defendeu seus colaboradores, mas a natureza das notícias - todas embaraçosas para Clinton - tornava sua posição cada vez mais difícil.
Depois da revelação do New York Times, Starr abriu uma investigação interna. Ontem, o promotor pediu ao secretário de Justiça a incriminação de Bakaly: foi ele quem passou informações sigilosas ao jornal.

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