Washington, 01 (AE-AP) - Ante o impasse criado com a indicação formal do alemão Caio Koch-Weser para o cargo de diretor-gerente
o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nota, hoje (01), em que anuncia a realização de uma pré-votação, amanhã, para identificar a possibilidade de que uma das três candidaturas formais à sucessão de Michel Camdessus obtenha consenso, como é praxe na instituição.
O veto dos Estados Unidos, explicitado pelo secretrário do Tesouro, Lawrence Summers, e pelo presidente Bill Clinton, porém
fez com que a diretoria do Fundo mudasse de posição e admitisse que "a flexibilidade deverá prevelacer sobre o formalismo" no processo de escolha do novo comando do organismo.
A situação é tão sui generis que até o influente jornal britânico Financial Times e alguns economistas norte-americanos, entre eles Paul Krugman, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), resolveram interferir.
O Financial Times sugere que o diretor-gerente interino, Stanley Fischer, que tem o apoio dos países africanos e do Oriente Médio, permaneça no cargo até o fim do mandato de Michel Camdessus, em 2002. Krugman usa de ironia e sugere que Fischer obtenha de uma vez um passaporte europeu, de preferência alemão.
Analistas dizem que um confronto público entre Europa e EUA deve resultar em uma solução conciliatória para salvar as aparências. Mas poderá frustrar as esperanças da Alemanha de conseguir o posto internacional. "A menos que haja uma conversão de última hora entre os países emergentes, creio que a candidatura Koch-Weser está morta", disse Charles Blitzer, ex-economista do Banco Mundial.