SSP ampliará nova forma de policiamento para Grande São Paulo
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domingo, 30 de maio de 1999
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 31 (AE) - A Secretaria da Segurança Pública ampliará a nova forma de policiamento adotada na capital paulista para os demais municípios da Grande São Paulo. O plano já está quase pronto e deve sair do papel em dez dias.
Amanhã completará um mês que as áreas de patrulhamento das companhias da Polícia Militar foram adequadas às dos distritos policiais para permitir o planejamento em conjunto do combate à criminalidade.
Com esse policiamento, a Grande São Paulo terá duas novas delegacias seccionais. Uma delas vai ser instalada em Diadema. A outra ainda está sendo disputada por Carapicuíba e Barueri. Além disso, a exemplo do que já ocorre na Capital, os policiais trabalharão com metas de combate ao crime. "A mudança está praticamente pronta", disse o secretário da Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi.
Hoje, a região tem seis delegacias seccionais. Cada uma tem seu Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e a maioria tem um setor especializado em combate a homicídios.
Depois da Grande São Paulo, será a vez do interior onde deve haver mudanças, como as divisões, em dois ou três, do Departamento de Polícia Judiciária do Interior da Polícia Civil e do Comando de Policiamento do Interior da PM.
Desde a instalação do sistema na capital, o crime registra tendência de queda. "Espero pelo menos manter, em maio, os números registrados em abril", disse o secretário. Naquele mês, os homicídios caíram 17% em relação ao mês anterior e 12% em comparação a abril de 1998. Mesmo assim, admite o secretário, há problemas e resistências nas polícias.
"Isso existe." Na capital, a integração avançou mais na zona sul. "Aqui, temos até quatro reuniões semanais com o coronel Roberto Tosta, chefe da PM na área", disse Olavo Reino Francisco, titular da Delegacia Seccional Sul.
Às segundas-feiras, os titulares dos distritos policiais e das companhias da Polícia Militar reúnem-se para planejar o policiamento durante a semana. Além disso, segundo o secretário, um prédio na região é o primeiro a abrigar, juntos, uma delegacia e uma companhia da PM.
O delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antônio Desgualdo, disse que o novo sistema aumentou a eficiência da investigação policial. Para tanto, as delegacias da Capital estão recebendo novos agentes policiais e investigadores.
Com isso, pretende-se ampliar a investigação de crimes pelas delegacias, um dos pontos fracos da Polícia Civil - em 1997 as delegacias da capital esclareceram apenas 2,5% dos crimes cujas investigações eram de sua responsabilidade.
"É cedo para fazer avaliação, mas já temos mais entrosamento entre as polícias," disse o comandante-geral da PM, coronel Rui Cesar Melo.
Segundo ele, podem ser destacados na zona central as operações em conjunto em frente dos teatros, na zona oeste a confecção de uma estatística e de mapas de criminalidade em conjunto pelas duas polícias e na zona sul, o projeto piloto que prevê a presença de um oficial da PM nas delegacias e um delegado nos quartéis.
Migração - Para o promotor Willian Terra, do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), é ainda cedo para comemorar a queda da criminalidade. "Se a polícia ataca a cracolândia, o traficante pode deslocar-se para outros lugares"
disse. Segundo ele, a centralização da informação criminal com a unificação das áreas de atuação das polícias favorece o planejamento das operações, mas é necessário um perfeito monitoramento da criminalidade, caso contrário, ela encontrará outros meio de agir.


